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Dólar dispara e fecha no maior valor desde agosto com eleição e juros nos EUA

O dólar subiu 1,27% e fechou a R$ 5,17, maior valor desde agosto, após pesquisa mostrar Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico no 2º turno e com o exterior pressionado por juros mais altos nos EUA.
O dólar teve forte alta nesta quarta-feira, subindo 1,27% frente ao real e fechando cotado a R$ 5,17, o maior patamar desde 31 de agosto. O movimento reverteu parte da queda acumulada pela moeda americana ao longo do ano, que ainda soma recuo de 5,83% em 2026.
Um dos principais gatilhos foi a divulgação de nova pesquisa Atlas/Bloomberg sobre a corrida presidencial, que mostrou o presidente Lula com 47,7% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 47,4% de Flávio Bolsonaro — um empate técnico que, segundo analistas ouvidos pela imprensa especializada, fez o mercado "cobrar mais prêmio" diante da indefinição eleitoral.
Fatores externos também pesaram. O índice de atividade do setor de serviços e indústria (PMI) dos Estados Unidos veio em 58,4 pontos em setembro, o nível mais alto desde julho de 2021, reforçando a perspectiva de que o Federal Reserve pode manter os juros elevados por mais tempo. O cenário fortaleceu o dólar frente a moedas emergentes de forma generalizada, não apenas o real.
Analistas de mercado avaliam que a proximidade do período eleitoral brasileiro deve manter a volatilidade cambial elevada nas próximas semanas, à medida que novas pesquisas forem divulgadas.
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