Kimberly Guilfoyle deixou o cargo de embaixadora dos EUA na Grécia depois que a Casa Branca pediu sua saída em meio a denúncias de suposto pedido de dinheiro em troca de acesso a autoridades e recebimento de presentes de luxo. Ela nega as acusações.
A embaixadora dos Estados Unidos na Grécia, Kimberly Guilfoyle, renunciou ao cargo nesta terça-feira (13) depois que a Casa Branca pediu formalmente sua saída, em meio a denúncias de possível má conduta durante a gestão. A porta-voz da Casa Branca, Katie Zacharia, confirmou em sua primeira entrevista coletiva que o governo solicitou a renúncia, mas evitou detalhar os motivos, elogiando o trabalho da diplomata.
Segundo reportagem do jornal The Wall Street Journal, Guilfoyle teria pedido dinheiro em troca de acesso a autoridades do governo antes de ser confirmada pelo Senado, aceitado presentes de luxo já como embaixadora e levado um lobista de uma construtora grega a reuniões oficiais. Um ex-doador da campanha de Donald Trump, Eric Deters, afirmou ter recebido um pedido por mensagem para pagar uma fatura de US$ 100 mil do cartão American Express dela, em troca de lealdade política — ele diz não ter enviado o valor. Advogados de Guilfoyle negam a versão e afirmam que Deters lhe devia pagamento por trabalhos de palestra e consultoria.
Guilfoyle classificou as acusações como falsas e disse que vai defender sua reputação. Antes de confirmar a saída, ela havia dito a aliados que não pretendia deixar o posto. O presidente Donald Trump afirmou que não gostou do que leu sobre o caso e que não falou diretamente com ela, reforçando que Guilfoyle "não faz parte" de sua família — ela namorou Donald Trump Jr. e ficou noiva dele por quatro anos antes de assumir a embaixada, em setembro de 2025.
Parlamentares democratas, liderados pelo deputado Gregory Meeks, pediram investigação sobre o caso, e a Inspetoria-Geral do Departamento de Estado dos EUA já apura as denúncias — não está claro se a apuração continuará após a saída da embaixadora. (Com informações da CNN Brasil)