O autor best-seller Jeffrey Archer, que vendeu mais de 300 milhões de livros, morreu aos 86 anos enquanto escrevia. Ex-político conservador, foi condenado por perjúrio em 1999 e cumpriu dois anos de prisão.
O escritor britânico Jeffrey Archer morreu nesta terça-feira (6) aos 86 anos. Segundo a editora HarperCollins, ele faleceu de forma súbita e serena enquanto trabalhava em um novo texto.
Archer construiu uma carreira literária global, com mais de 300 milhões de exemplares vendidos em 119 países. Entre seus títulos mais conhecidos estão "Não Vale um Tostão a Mais, Não Vale um Tostão a Menos" (1976) e "Kane e Abel" (1979), romance que passou mais de cinco anos nas listas de mais vendidos do New York Times. Seu último romance, "Adam and Abel", tinha lançamento previsto justamente para esta terça-feira.
Antes de se consolidar como escritor, Archer teve uma trajetória política conturbada. Foi parlamentar conservador no Reino Unido durante o governo de Margaret Thatcher, mas sua carreira pública sofreu um golpe duro quando uma vitória em um processo de difamação contra o tabloide Daily Star, obtida em 1987, acabou sendo desmontada anos depois. Em 1999, ele foi condenado por perjúrio e obstrução da Justiça, cumprindo dois anos de prisão — período em que escreveu a série de memórias "Prison Diaries", relatando o cotidiano atrás das grades.
A morte de Archer repercutiu no mundo literário internacional, reforçando seu legado como um dos autores de ficção comercial mais lidos das últimas décadas.