O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse que vai votar a favor do fim da escala 6x1, mas defende dar liberdade ao trabalhador para montar a própria jornada. Ele afirmou que o governo terá de "pagar essa conta" da medida.
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13) que vai votar a favor do fim da escala de trabalho 6x1. A declaração foi dada à imprensa depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em casa.
Segundo reportagem da CNN Brasil, Flávio disse ter ressalvas sobre a proposta em discussão no Congresso, mas afirmou que vai seguir a vontade da maioria dos trabalhadores. Para ele, o governo terá de "pagar essa conta", já que, na sua avaliação, os empresários estão sufocados por outras obrigações tributárias e trabalhistas.
Como alternativa, o candidato defendeu dar ao trabalhador liberdade para montar sua própria escala de jornada, em vez de uma mudança legal uniforme para todos. Ele alertou que reduzir a jornada de forma obrigatória pode forçar empresas a contratar mais funcionários e aumentar o risco de informalidade no mercado de trabalho.
Sobre o encontro com o pai, Flávio relatou que Jair Bolsonaro está "bem-humorado" e satisfeito com o resultado do primeiro turno, e que passou algumas orientações para a reta final da campanha, sem detalhar o conteúdo para evitar interpretações políticas. A visita foi a primeira autorizada desde 13 de julho, quando o ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu os encontros após identificar que Flávio havia divulgado uma manifestação político-eleitoral escrita pelo pai. O prazo de 90 dias da proibição havia terminado no domingo (11).
O encontro ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais, no qual Flávio Bolsonaro enfrenta o presidente Lula (PT). Moraes manteve a restrição que impede o uso das visitas para fins político-eleitorais.