O Google lançou o Gemini 4 Argon, novo modelo de IA voltado a programação, tarefas complexas e cibersegurança. O acesso inicial é restrito a parceiros do programa Fairwind, com saída ampliada para 1 milhão de tokens.
O Google anunciou nesta quarta-feira o Gemini 4 Argon, sua nova geração de modelo de inteligência artificial voltada especialmente para programação, execução de tarefas profissionais complexas em várias etapas e defesa cibernética.
Por enquanto, o acesso ao modelo está restrito a parceiros do chamado programa Fairwind, uma liberação limitada antes de uma disponibilização mais ampla. Segundo a empresa, o Gemini 4 Argon já vem sendo usado internamente para otimizar operações de data centers e para auxiliar na migração de códigos legados para a linguagem Rust, sempre passando por auditorias antes de entrar em produção.
Entre as principais novidades técnicas está a ampliação da janela de saída do modelo, que passa a suportar até 1 milhão de tokens — um salto em relação ao limite anterior de 64 mil. Em termos de preço, o Google cobrará US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída processados pelo modelo.
Em testes de desempenho divulgados pela empresa, o Gemini 4 Argon atingiu 77,9% de acerto no benchmark DeepSWE v1.1, voltado à avaliação de tarefas de engenharia de software, e 51,3% no AutomationBench, usado para medir a capacidade de automação de tarefas complexas. Os números reforçam a aposta do Google em disputar o mercado de assistentes de IA para desenvolvimento de software com outros modelos de ponta do setor.