O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com representantes da indústria para tratar do imposto seletivo, que entra em vigor em 2027. O governo só enviará as alíquotas ao Congresso após o segundo turno das eleições.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se nesta terça-feira (13) com representantes de setores empresariais e industriais para discutir os contornos do imposto seletivo, novo tributo previsto na reforma tributária que passa a valer em 2027. O encontro contou também com a participação do secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.
O imposto seletivo, segundo o governo, tem como objetivo desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, substituindo parte da receita hoje obtida com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A expectativa da equipe econômica é que o tributo gere algo em torno de R$ 41,9 bilhões aos cofres públicos em 2027, segundo estimativas do Ministério do Planejamento.
Apesar das tratativas já estarem em andamento, o Palácio do Planalto decidiu que o envio formal das alíquotas ao Congresso Nacional, seja por meio de proposta de emenda constitucional ou de medida provisória, só ocorrerá depois do segundo turno da eleição presidencial, de forma a evitar que o tema interfira na disputa entre os candidatos na reta final da campanha.