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Lula e Flávio Bolsonaro entram na última semana de campanha com disputa apertada

Redação · 27/09/2026, 10:14

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Lula e Flávio Bolsonaro entram na última semana de campanha com disputa apertada

A uma semana do 1º turno (4/10), Lula e Flávio Bolsonaro seguem com disputa apertada: Quaest, AtlasIntel/Bloomberg e Datafolha mostram vantagem de 2 a 4 pontos para o presidente. Simulações de 2º turno indicam empate técnico entre os dois.

A uma semana do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 4 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro seguem separados por margem estreita nas pesquisas. Levantamentos divulgados nos últimos dias por Quaest, AtlasIntel/Bloomberg e Datafolha mostram Lula à frente, mas com vantagens que variam de cerca de dois a quatro pontos percentuais, conforme reportagem do InfoMoney. A distância entre os dois vem encolhendo ao longo da campanha — no Datafolha, caiu de dez pontos em junho para quatro em setembro. Lula mantém força entre eleitores de esquerda, mulheres e católicos, enquanto Flávio cresce entre o eleitorado de direita, evangélicos e ganhou terreno também na faixa de renda intermediária. Candidatos como Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos somam uma reserva de votos que pode pesar na definição do primeiro turno. O governo tenta recuperar o controle da pauta depois do desgaste provocado pelas crises do Banco Master e pelo atrito com o STF — pesquisas indicam que a maioria dos entrevistados vê esse episódio como mais prejudicial a Lula. Para reverter o cenário, o Planalto aposta em medidas como o reajuste do Bolsa Família, a discussão sobre canetas emagrecedoras pelo SUS e a proibição das apostas esportivas online. Do outro lado, Flávio intensifica o discurso de voto útil entre eleitores de direita, na tentativa de consolidar o avanço que vem obtendo desde agosto. Simulações de segundo turno indicam nova disputa acirrada entre os dois, com diferenças dentro da margem de erro nas três pesquisas. Cientistas políticos ouvidos pelo InfoMoney apontam jovens, eleitores do Sudeste e camadas de renda intermediária como grupos decisivos, além do peso que a abstenção pode ter no resultado final. Com pouco espaço para mudanças estruturais na corrida, as duas campanhas concentram os últimos dias na disputa por votos que ainda oscilam, de olho no comparecimento às urnas em 4 de outubro.