Duas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira (19) mostram Flávio Bolsonaro à frente de Lula no 2º turno: PoderData aponta 52% a 48% e AtlasIntel, 51,1% a 48,9% dos votos válidos, a seis dias da votação.
A seis dias do segundo turno das eleições presidenciais, dois institutos divulgaram nesta segunda-feira (19) novas pesquisas de intenção de voto, e ambas mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) com vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A pesquisa PoderData/Aya, feita entre 16 e 18 de outubro com 3 mil entrevistados em 695 municípios de todos os estados e margem de erro de 1,8 ponto percentual, aponta Flávio com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula, uma diferença de 4 pontos. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio havia obtido 47,03% e Lula, 45,16%. O levantamento também mostra que 48% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula "de jeito nenhum", enquanto a rejeição a Flávio caiu de 45% para 44% em três dias. A aprovação pessoal de Lula ficou em 44% positiva e 50% negativa, e a avaliação do governo federal, em 45% positiva e 50% negativa. Por região, Lula lidera entre as mulheres e no Nordeste, enquanto Flávio aparece à frente no Centro-Oeste, no Sul e no Sudeste.
Já a pesquisa AtlasIntel, realizada em parceria com a agência Bloomberg entre 13 e 18 de outubro com 4.998 entrevistados por recrutamento digital aleatório (metodologia batizada de "Atlas RDR") e margem de erro de 1 ponto percentual, aponta Flávio com 51,1% dos votos válidos contra 48,9% de Lula. Considerando todos os entrevistados, incluindo votos brancos, nulos e indecisos, o resultado é Flávio com 49,8% e Lula com 47,6%. O mesmo levantamento mostra a desaprovação a Lula em 52,3% ante 46,2% de aprovação, e a avaliação do governo como ruim ou péssima para 50,6% dos entrevistados, contra 40,7% que a classificam como ótima ou boa.
As duas pesquisas estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral e foram divulgadas dias depois do primeiro debate direto do segundo turno, realizado no domingo (18) na Band, no qual Lula e Flávio trocaram acusações sobre corrupção, segurança pública e investigações em andamento.