Novos protestos na França neste sábado reuniram ao menos 550 mil pessoas em 110 marchas pelo país, segundo o governo. Houve confrontos, incêndios e saques; ao menos 400 pessoas foram detidas. Macron condenou a violência.
Uma nova onda de protestos tomou as ruas da França neste sábado (17), em uma escalada do movimento que começou em setembro em escolas da periferia de Paris, motivado pela falta de professores e por instalações precárias. Desde então, a mobilização cresceu e passou a incluir pautas mais amplas, como desigualdade social e gastos públicos.
Segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, em entrevista à emissora BFM-TV, cerca de 550 mil pessoas participaram de 110 marchas organizadas em todo o país neste sábado, sendo 110 mil somente em Paris. Os organizadores do movimento afirmam que o número de manifestantes foi ainda maior, superando 800 mil pessoas.
A polícia confirmou ao menos 400 prisões, a maioria em flagrante, e informou que os detidos devem ser responsabilizados criminalmente nas próximas semanas. Parte dos manifestantes entrou em confronto direto com as forças de segurança, incendiou um posto de atendimento a turistas e invadiu estabelecimentos comerciais durante os distúrbios.
O presidente Emmanuel Macron publicou nas redes sociais que quem danificou prédios públicos e comércios "será processado e punido", e classificou os responsáveis pelos atos de vandalismo como pessoas que buscam apenas "derrubar instituições". Já o primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que manifestações pacíficas "têm seu lugar legítimo" na república francesa, mas que incêndios criminosos, saques e ataques não serão tolerados.