O Ministério da Defesa russo culpou Zelensky por uma nova escalada depois que o presidente ucraniano reafirmou que vai aumentar os ataques a refinarias de petróleo russas, resposta aos bombardeios de Moscou à infraestrutura de energia da Ucrânia.
O governo russo afirmou neste domingo (4) que vai intensificar os ataques a instalações militares na Ucrânia, atribuindo a escalada ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Em comunicado, o Ministério da Defesa da Rússia disse que "o povo ucraniano deve culpar apenas o chefe do regime de Kiev" pelas consequências dos novos bombardeios.
A reação russa veio depois que Zelensky reafirmou, em entrevista à Reuters, que a Ucrânia vai aumentar os ataques a refinarias de petróleo russas como resposta a uma ofensiva de inverno da Rússia contra a rede elétrica e outras infraestruturas civis ucranianas. Segundo o presidente ucraniano, documentos obtidos pela inteligência de Kiev indicam que Vladimir Putin aprovou uma estratégia para pressionar a população civil do país.
"Com seus ataques à nossa energia, temos que responder atingindo a energia deles — primeiro as refinarias, que financiam a guerra", disse Zelensky, segundo a revista Newsweek. O presidente ucraniano afirmou que poderia negociar um entendimento sobre infraestrutura energética, mas apenas se a Rússia aceitasse parar de atacar civis — o que, segundo ele, não encontrou eco do lado russo até agora.
O anúncio ucraniano contraria um pedido feito em setembro pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que a Ucrânia suspendesse os ataques ao diesel russo, sob a justificativa de que a medida pressiona os preços globais de combustível. A Rússia nega atacar deliberadamente civis e classifica suas ofensivas como retaliação às ações ucranianas. Paralelamente, a agência Interfax relatou que um drone ucraniano danificou uma instalação em Krasnodar, provocando incêndio e ferindo três pessoas.