Trump liberou a venda de diesel russo a terceiros sem contrapartida sobre a guerra na Ucrânia, revertendo sanções anteriores. A medida é vista como resposta à alta do diesel nos EUA e gerou críticas de democratas e republicanos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a venda de diesel russo a outros países sem exigir qualquer concessão de Moscou em relação à guerra na Ucrânia, revertendo sanções que o próprio governo americano havia imposto anteriormente ao setor energético russo. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (13), a Rússia deve vender mais de 300 mil toneladas do combustível em outubro, 500 mil em novembro e cerca de 1 milhão de toneladas por mês a partir de então.
Especialistas consultados pela imprensa americana consideram que o volume liberado é pequeno demais para afetar de forma significativa o fornecimento global do combustível, o que sugere que a decisão de Trump foi motivada principalmente pela alta recente dos preços do diesel dentro dos próprios Estados Unidos. A medida, no entanto, provocou reações negativas tanto de democratas quanto de republicanos no Congresso americano, que veem na liberação um sinal de leniência com o Kremlin em meio ao conflito.
A decisão também é lida como uma forma de pressão sobre a Ucrânia para que o país reduza os ataques de drones contra refinarias russas, que têm encarecido o combustível e afetado a logística de Moscou durante a guerra. O episódio ocorre em um momento de intensa movimentação diplomática de Trump em torno do conflito, incluindo contatos diretos com Vladimir Putin.