Em encontro com jornalistas, Trump elogiou a "guinada conservadora" de países da América do Sul, citando vitórias aliadas na Colômbia, Chile e Peru. Ele evitou comentar a eleição presidencial no Brasil.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20), em encontro com jornalistas no Salão Oval, que países da América do Sul vêm se inclinando para a direita depois de um período de governos de esquerda, e que essa mudança tem trazido prosperidade à região.
Questionado sobre a política francesa e a líder de extrema-direita Marine Le Pen, Trump desviou o comentário para a América Latina e afirmou que todos os candidatos que apoiou na região acabaram eleitos. Ele citou nominalmente o presidente eleito da Colômbia, Abelardo de La Espriella, e mencionou vitórias de aliados no Chile e no Peru como exemplos dessa tendência.
Em nenhum momento da fala, porém, Trump mencionou o Brasil, que se aproxima do segundo turno das eleições presidenciais, no próximo domingo (25), entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. A reportagem aponta que o governo americano tem adotado postura cautelosa em relação à disputa brasileira e evitado declarar apoio explícito a Flávio, mesmo após comentários mais genéricos feitos anteriormente por Trump e pelo secretário de Estado, Marco Rubio, sobre o processo eleitoral no país. O Departamento de Estado americano já havia dito apoiar "o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo", em resposta a uma carta de congressistas sobre possível interferência externa na eleição.
A informação é da CNN Brasil.