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Economia
Brasil contém alta do diesel, mas importação fica mais cara
Redação · 28/09/2026, 10:16

O Brasil conseguiu conter parte da alta global do diesel com subsídios e biodiesel, mas a importação do combustível ficou mais cara. A troca de fornecedores, com menos compras da Rússia e mais dos EUA, elevou custos e criou uma nova dependência externa.
O Brasil vem conseguindo segurar parte do impacto da alta global do preço do diesel, que soma cerca de 20% de aumento no mercado internacional neste ano, em meio a conflitos no Irã e na Ucrânia. O amortecimento se deve principalmente a subsídios do governo e à maior mistura de biodiesel na composição do combustível vendido no país.
Apesar disso, o custo da importação do diesel subiu para o país. Nos últimos meses, o Brasil reduziu as compras vindas da Rússia, até então principal fornecedora, e passou a importar mais combustível dos Estados Unidos, movimento que elevou os custos marginais da operação.
Essa mudança de fornecedores também criou uma nova dependência externa, já que os Estados Unidos passam a responder por parcela maior do abastecimento nacional. Especialistas ouvidos avaliam que o país precisa acelerar estratégias de diversificação energética para reduzir a exposição a choques externos no setor de combustíveis.
A Petrobras e o governo federal têm arcado com parte da diferença de preços para evitar repasses mais agressivos às bombas, mas analistas alertam que o espaço para segurar novos aumentos pode ficar mais limitado caso os conflitos internacionais se prolonguem. Com informações da CNN Brasil.
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