Defesa de Fábio Luís Lula da Silva citou relatório da PF para questionar a legalidade de inquérito conduzido por André Mendonça, comparando o caso ao de ACM Neto.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, apresentou petição citando um relatório da Polícia Federal para questionar a legitimidade de um inquérito conduzido pelo ministro do STF André Mendonça. O documento da PF, divulgado em 3 de setembro, aponta que Mendonça teria aplicado "critérios probatórios diferentes" a depender do espectro político dos investigados.
Segundo o advogado Guilherme Suguimori, que representa Lulinha, o relatório evidencia uma espécie de contaminação da apuração, com abertura de linhas de investigação "expressamente desvinculadas" do objeto original do inquérito — o que a defesa classifica como uma "pescaria" por provas.
A petição compara o tratamento dado a Lulinha, que responde a duas investigações por suposto tráfico de influência envolvendo o INSS, com o caso do candidato ACM Neto (União), apontando "relevante semelhança fática" entre as situações, mas conduções investigativas distintas por parte de Mendonça.
O caso se insere no momento de forte turbulência no Supremo Tribunal Federal, em meio às revelações sobre o escândalo do Banco Master e às trocas de acusações entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.