Em entrevista à CNN, o ministro da Fazenda Dario Durigan disse que o governo Bolsonaro não corrigiu o rumo fiscal do país e que a dívida pública piorou no período. Ele atribuiu a si e a Haddad a organização das contas sob Lula.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (8) que o governo de Jair Bolsonaro não promoveu nenhuma correção de rumo fiscal durante o mandato. Segundo ele, tanto o risco-país quanto a dívida pública pioraram no início e no fim daquela gestão.
Durigan defendeu que o atual governo, sob Lula, deve encerrar o terceiro mandato com as contas públicas em situação positiva, citando que os projetos orçamentários para o próximo ano preveem superávit primário para a União. O ministro atribuiu a organização fiscal do país a si mesmo e ao seu antecessor na pasta, Fernando Haddad.
O chefe da equipe econômica argumentou ainda que o crescimento da dívida pública nos últimos anos está ligado aos juros elevados do país, e não ao resultado primário das contas do governo. Ele pediu que se evite a leitura de que a atual gestão gastou além do que arrecadou.
A declaração ocorre em meio à disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais, quando a política econômica dos governos Bolsonaro e Lula voltou a ser tema central do debate entre os candidatos.