A entidade que representa as montadoras revisou para cima a estimativa de crescimento da produção neste ano, prevendo 2,82 milhões de veículos — o maior volume em sete anos, mesmo com o avanço das importações chinesas.
A Anfavea, associação que representa as montadoras instaladas no Brasil, atualizou sua projeção de crescimento da produção de veículos em 2026: de 5,8%, estimativa divulgada em junho, para 6,7%. Segundo a entidade, o desempenho do setor nos últimos meses veio acima do esperado.
Se a nova projeção se confirmar, a produção nacional deve fechar o ano em 2,82 milhões de unidades entre carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus — o maior volume em sete anos, aproximando o setor dos patamares anteriores à pandemia.
As vendas também tiveram a estimativa revisada para cima, de 12,1% para 15,2% de crescimento, totalizando cerca de 3,1 milhões de unidades comercializadas, o que representaria o maior volume em doze anos. A entidade observa, no entanto, que a produção não acompanha o ritmo das vendas por causa do crescimento das importações, sobretudo de veículos chineses, e da queda nas exportações.
As exportações, aliás, devem sofrer retração maior do que a prevista anteriormente: a Anfavea agora espera queda de 17,7% em 2026, para cerca de 435 mil veículos, puxada principalmente pela redução das compras da Argentina, principal destino dos automóveis fabricados no país.
Entre os fatores que sustentam o otimismo da indústria estão a baixa taxa de desemprego e o estímulo fiscal ao consumo. Por outro lado, a entidade cita como ponto de atenção os juros ainda elevados, já que a Selic vem recuando num ritmo mais lento do que o mercado projetava no início do ano.