A dois dias do 2º turno, Flávio Bolsonaro e Lula apostam em fatores de última hora: o voto "silencioso" bolsonarista e a mobilização nas redes puxada pelo canal de Janones, que reúne 9 milhões de contatos no WhatsApp.
A menos de 48 horas da votação do segundo turno, as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e de Lula (PT) tentam garantir fatores de última hora que possam definir a eleição, já que as pesquisas mais recentes apontam um cenário de empate técnico entre os dois candidatos.
Do lado de Flávio, a aposta é no chamado voto "silencioso": eleitores bolsonaristas que, segundo a campanha, evitam responder às pesquisas de intenção de voto, mas que teriam se manifestado nas urnas no primeiro turno, quando o candidato superou as expectativas dos institutos. Durante o debate, Flávio chegou a lembrar a esses eleitores que "o voto é secreto".
Já a campanha de Lula trabalha para repetir uma "onda" de apoio na reta final, impulsionada por mobilizações de rua e, principalmente, pelas redes sociais. Parte desse esforço é puxada pelo canal "Exército do Lula", mantido pelo deputado André Janones (Rede-MG), que reúne cerca de 9 milhões de contatos no WhatsApp e prepara uma transmissão ao vivo na véspera da votação.
Auxiliares do petista reconhecem que uma eventual virada depende de reduzir a abstenção e de converter votos em branco e nulos, além de atrair eleitores que não participaram do primeiro turno.