Porta-voz Yahya Saree afirmou que aeroportos e espaço aéreo sauditas são agora alvos de operações do grupo e alertou viajantes a evitá-los. O aviso vem um dia após ataque a Riade matar 12 e ferir cerca de 300 pessoas.
Os rebeldes houthis do Iêmen renovaram neste domingo (11) as ameaças contra aeroportos e o espaço aéreo da Arábia Saudita, um dia depois de um ataque ao aeroporto internacional Rei Khalid, em Riade, matar ao menos 12 pessoas e ferir cerca de 300, segundo autoridades sauditas.
Em publicação na rede X, o porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, afirmou que os aeroportos sauditas estão "expostos a ataques" e devem ser tratados como parte do teatro de operações do conflito. Ele também disse que a Arábia Saudita "é responsável por qualquer falha nas interceptações", em um recado dirigido a companhias aéreas, trabalhadores do setor de aviação e passageiros, orientados a evitar voos para o país, segundo reportagem da Al Jazeera.
O aviso elevou ainda mais a tensão em torno da guerra no Iêmen, que voltou a se intensificar depois do colapso do cessar-fogo mediado pela ONU, vigente desde 2022. Forças do governo iemenita reconhecido internacionalmente lançaram, em 4 de outubro, uma ofensiva para retomar território dos houthis, incluindo a cidade portuária de Moca.
Diversas companhias aéreas já suspenderam voos para aeroportos sauditas após a sequência de ataques, que também atingiu os terminais de Jizan, Najran, Abha e Dammam nas últimas semanas, além de uma reivindicação de ataque a uma refinaria da Aramco em Rabigh. Os houthis, apoiados pelo Irã, ainda não assumiram responsabilidade pelo ataque de sábado a Riade, mas uma coalizão liderada pela Arábia Saudita classificou o episódio como crime de guerra e prometeu resposta.
A escalada também mobilizou a diplomacia internacional: Estados Unidos, ONU e Paquistão condenaram o ataque a Riade, e o presidente americano Donald Trump disse que os EUA "podem" se juntar às operações sauditas contra os houthis, embora ainda não tenha tomado uma decisão. Turquia, Paquistão e Arábia Saudita já haviam concordado, em 5 de outubro, em ativar mecanismos de dissuasão previstos em um pacto de defesa mútua entre os países.