O Ibovespa avança mais de 1% nesta quarta-feira (30) e supera os 185 mil pontos, impulsionado por dados de inflação nos Estados Unidos abaixo do esperado. O índice acumula ganhos superiores a 3% no mês, com o dólar em queda frente ao real.
O Ibovespa operava em alta de mais de 1% na sessão desta quarta-feira (30), superando a marca de 185 mil pontos e ampliando os ganhos acumulados no mês para além de 3%. O movimento foi puxado por um dado de inflação nos Estados Unidos que veio mais fraco do que o previsto pelo mercado.
O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), medida de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve, subiu 0,2% em agosto na comparação mensal, abaixo da expectativa de 0,3%. O resultado aliviou parte da pressão sobre apostas de novos apertos monetários nos EUA. Outros indicadores americanos também vieram positivos: o PIB do segundo trimestre foi revisado para cima, a 2,2% em termos anualizados, e a criação de empregos privados medida pela ADP somou 90 mil vagas, acima da expectativa de 70 mil.
No cenário doméstico, o setor público consolidado do Brasil registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, levando o resultado acumulado em 12 meses a um rombo de R$ 82 bilhões, equivalente a 0,62% do PIB, com a dívida bruta em 82,9% do PIB. Ainda assim, o dado de preços ao produtor surpreendeu com alta de 0,36% em agosto, revertendo três meses seguidos de queda.
Entre as ações, os destaques positivos ficaram com Magazine Luiza, Cosan e Vamos, enquanto Tenda, Cury e Totvs figuraram entre as maiores quedas do dia. No mercado internacional, os preços do petróleo subiram diante de tensões geopolíticas, com o WTI avançando mais de 2% e o Brent superando os US$ 103 o barril, enquanto o dólar recuava frente ao real após a divulgação dos dados americanos.
Apesar do otimismo do dia, analistas ouvidos pelo InfoMoney mantêm cautela: a inflação nos EUA segue acima da meta do Federal Reserve e os juros dos títulos do Tesouro americano permanecem elevados, fatores que continuam pesando sobre o apetite por ativos de mercados emergentes como o Brasil.