O VIX Brasil, índice que mede o medo do mercado, bateu novo recorde nesta quinta, subindo mais de 7%, a 3 dias do 2º turno. Pesquisas Quaest e Indexa/Broadcast mostram Flávio e Lula tecnicamente empatados.
O VIX Brasil, indicador que mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias a partir de opções do Ibovespa na B3, renovou seu recorde nesta quinta-feira (22). O índice chegou a subir mais de 7%, para 45,42 pontos, após já ter avançado 8% na quarta-feira, quando fechou em 42,42 pontos. É a maior marca em uma sequência de recordes recentes.
O movimento acontece a três dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Levantamentos recentes mostram a disputa dentro da margem de erro: a pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira, apontou Flávio Bolsonaro com 45% e Lula com 44% dos votos válidos. Já o Indexa/Broadcast, divulgado na manhã desta quinta, mostrou Flávio com 50,6% e Lula com 49,4%. No primeiro turno, Flávio havia obtido 47,03% e Lula, 45,16%.
O nervosismo também contaminou outros indicadores: o Ibovespa operava com queda superior a 1%, o dólar se aproximava de R$ 5,04 e os contratos de juros futuros subiam ao longo da curva. O cenário eleitoral apertado se soma a fatores externos, como a tensão no Oriente Médio, que levou o petróleo a uma máxima de cinco meses.