Em vídeo nas redes, Lula cobrou que Flávio Bolsonaro explique onde cortaria R$ 250 bilhões do Orçamento, questionando se a redução atingiria o Bolsa Família e aposentados. A equipe de Flávio avalia trocar o arcabouço fiscal por meta de dívida sobre o PIB.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais neste sábado (10) para desafiar o adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), a explicar de onde sairia o corte de R$ 250 bilhões nas despesas do Orçamento, proposta defendida pela equipe econômica do deputado.
Em vídeo, Lula questionou se o ajuste atingiria benefícios como o Bolsa Família e o reajuste do salário mínimo, ou se recairia sobre aposentados e trabalhadores. O petista também insinuou que o corte poderia preservar interesses do setor financeiro, perguntando quem pagaria a conta: "os banqueiros ou os trabalhadores".
Segundo reportagem do Poder360, a equipe ligada a Flávio estuda substituir o arcabouço fiscal vigente desde 2023 por uma meta de dívida bruta em relação ao PIB — hoje em 82,9% —, além de cortar entre R$ 190 bilhões e R$ 300 bilhões em gastos por meio de uma PEC e revogar cerca de mil atos administrativos por decreto.
As propostas ainda carecem de detalhamento e, em boa parte, dependeriam de aprovação do Congresso Nacional. Até o momento, a campanha de Flávio Bolsonaro não apresentou um plano econômico completo, com cronograma e estimativas de impacto fiscal, o que tem sido alvo de críticas do Palácio do Planalto.