Mulheres são 52,8% do eleitorado brasileiro, mas só 8 das principais candidatas disputam governos estaduais neste domingo (4). Em 2022, apenas 2 das 27 disputas foram vencidas por mulheres. Não há cota de gênero para os cargos de governador e senador.
Dos 158,7 milhões de eleitores aptos a votar neste domingo (4), 52,84% são mulheres — uma maioria que, no entanto, não se reflete entre os nomes mais competitivos na disputa pelos governos estaduais.
Levantamento mostra apenas oito mulheres em posição de favoritismo nas 27 unidades da Federação: Raquel Lyra, em Pernambuco; Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul; Celina Leão, no Distrito Federal; Hana Ghassan, no Pará; Maria do Carmo, no Amazonas; a Professora Dorinha, em Tocantins; Mailza Assis, no Acre; e Natasha Slhessarenko, em Mato Grosso.
O cenário não é novo. Na eleição de 2022, mulheres venceram apenas duas das 27 disputas para governador em todo o país, evidenciando a dificuldade histórica de candidaturas femininas em chegar ao comando dos estados.
A corrida ao Senado tem presença feminina mais expressiva neste ano, com nomes como Simone Tebet, Marina Silva e Michelle Bolsonaro entre as candidatas visadas no pleito.
Uma das explicações para o descompasso é a ausência de regra específica para os cargos majoritários: a legislação eleitoral brasileira exige que partidos reservem pelo menos 30% das candidaturas para cada sexo apenas nas disputas proporcionais, para deputado e vereador — não há cota equivalente para governador e senador. Desde que as cotas de gênero foram instituídas, em 1995, o número de candidaturas femininas cresceu, mas a proporção de mulheres efetivamente eleitas continua bem menor que a de homens.