Neste domingo (4), dia de votação, as urnas eletrônicas passam pelo Teste de Integridade, auditoria da Justiça Eleitoral que confirma se os votos são contados corretamente. Pela primeira vez, parte do procedimento ocorre na sede do TSE, em Brasília.
Enquanto os brasileiros vão às seções de votação neste domingo (4) para escolher presidente, governadores, senadores e deputados, uma parte do processo acontece longe dos olhos do eleitor: o chamado Teste de Integridade, auditoria da Justiça Eleitoral feita para garantir que as urnas eletrônicas registram e somam os votos corretamente.
O procedimento funciona como uma votação simulada. Cédulas de papel com votos já conhecidos de antemão são digitadas em urnas selecionadas, durante o próprio período oficial de votação. No fim, o boletim eletrônico gerado pela urna é comparado com o que constava nas cédulas de papel. Se os números coincidirem, fica demonstrado que a máquina contabilizou exatamente o que foi digitado, sem erros ou desvios.
O Tribunal de Contas da União acompanha a aplicação do teste nas 27 unidades da Federação. Uma novidade da eleição de 2026 é que, por iniciativa do próprio Tribunal Superior Eleitoral, parte da auditoria também é realizada dentro da sede do TSE, em Brasília, usando duas urnas do Distrito Federal — um reforço de transparência que não existia nos pleitos anteriores.
Esse teste é diferente da verificação feita no sábado, véspera da votação, que checou a integridade dos sistemas responsáveis por transmitir, receber e totalizar os resultados, usando assinaturas digitais e códigos hash para confirmar que nenhum arquivo foi alterado no caminho.
Antes de as seções abrirem no domingo, cada urna eletrônica também imprime a chamada "zerésima", um relatório que comprova que nenhum voto estava armazenado no equipamento antes do início da votação. Juntos, esses mecanismos compõem o conjunto de salvaguardas que a Justiça Eleitoral usa para atestar a confiabilidade do sistema de votação eletrônica no país.