Os americanos Robert Hall e Michael Woodford receberam o Nobel de Economia 2026 por criarem modelos macroeconômicos que ajudam bancos centrais a enfrentar crises, como a do petróleo nos anos 1970. O anúncio foi feito em Estocolmo nesta segunda-feira (12).
A Academia Real das Ciências da Suécia anunciou nesta segunda-feira (12) que o Nobel de Economia 2026 foi concedido aos economistas americanos Robert Hall e Michael Woodford. O prêmio, oficialmente chamado Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel, reconheceu o trabalho da dupla no desenvolvimento de modelos macroeconômicos que ajudam governos e bancos centrais a reagir melhor a crises econômicas, segundo informou a Al Jazeera.
De acordo com a academia sueca, as pesquisas de Hall e Woodford surgiram a partir de um problema identificado nos anos 1970, durante as crises do petróleo, quando os modelos keynesianos usados até então para orientar políticas de combate a recessões deixaram de funcionar bem. Os dois economistas desenvolveram novas ferramentas capazes de apontar quais medidas fiscais e monetárias realmente reduzem oscilações bruscas na economia, com base no comportamento de famílias e empresas, e não apenas em relações estatísticas entre variáveis como inflação, produção e consumo.
John Hassler, presidente do comitê do prêmio, afirmou que o trabalho dos laureados deu "um fundamento teórico estável para os modelos atualmente usados por bancos centrais" e que, graças a essas ferramentas, os países estão "mais bem equipados para lidar com choques na economia, como crises energéticas".
O Nobel de Economia foi o último a ser anunciado no ciclo de prêmios de 2026, depois dos anúncios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz. Criado pelo banco central da Suécia em 1968 e concedido pela primeira vez em 1969, o prêmio não faz parte do testamento original de Alfred Nobel, mas segue os mesmos critérios de seleção dos demais. Os vencedores recebem diploma, medalha de ouro e um valor em dinheiro — hoje equivalente a US$ 1,2 milhão — a ser dividido entre os premiados. Na edição de 2025, o prêmio havia sido concedido a Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt por estudos sobre o conceito de "destruição criativa" no crescimento econômico.