O Pentágono confirmou que o fuzilamento de Nidal Hasan, responsável pelo massacre de Fort Hood em 2009, será exibido ao vivo em dezembro. Trump já aprovou o pedido, que seria a primeira execução pública nos EUA em 90 anos.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira (8) que a execução por fuzilamento do ex-major do Exército Nidal Malik Hasan será transmitida ao vivo. Hasan foi condenado pelo ataque a tiros que matou 13 pessoas e feriu outras 32 na base de Fort Hood, no Texas, em 2009.
Segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em entrevista a uma emissora conservadora, a execução está marcada para 3 de dezembro, também em Fort Hood, e será aberta ao público — o que seria a primeira execução pública realizada pelos Estados Unidos em cerca de 90 anos. O presidente Donald Trump já havia autorizado o pedido do Pentágono, segundo o porta-voz Sean Parnell.
Hasan, psiquiatra do Exército americano, planejou o ataque por semanas antes de abrir fogo dentro de um prédio da base, disparando cerca de 146 tiros. Durante o julgamento, ele foi impedido de apresentar uma defesa baseada em motivação religiosa. Segundo reportagem da emissora americana ABC7, que teve acesso a documentos do Pentágono, especialistas em direito militar avaliam que Hasan ainda pode recorrer à Justiça civil por meio de um pedido de habeas corpus, o que poderia atrasar significativamente a execução.
A Casa Branca remeteu perguntas sobre a transmissão ao Pentágono. A decisão chama atenção porque Trump já criticou publicamente execuções públicas promovidas pelo Irã, o que levanta questionamentos sobre a coerência da posição americana diante do próprio caso.