Em ligação nesta sexta-feira (9), Vladimir Putin disse a Donald Trump que um ataque ucraniano a Moscou durante as eleições parlamentares russas dificultou a volta das negociações de paz. Trump também anunciou acordo para a Rússia fornecer diesel aos EUA.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou ao presidente americano, Donald Trump, que um ataque ucraniano registrado durante as eleições parlamentares russas do mês passado prejudicou a chance de uma retomada rápida das negociações de paz entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. A declaração foi feita durante uma ligação telefônica entre os dois líderes nesta sexta-feira (9), segundo informações da agência Reuters repercutidas pela CNN Brasil.
De acordo com o Kremlin, Putin havia sinalizado que Moscou estaria disposta a voltar à mesa de negociação após o período eleitoral. No entanto, o governo russo alega que forças ucranianas atacaram a capital russa com drones durante a votação, atingindo seções eleitorais e pessoas envolvidas na organização do pleito, o que teria colocado em risco a continuidade do processo diplomático.
O assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, declarou que o episódio "inviabilizou a possibilidade de uma retomada imediata do processo de negociação" e afirmou que uma nova avaliação sobre quando as conversas podem ser reabertas só deve ocorrer mais adiante.
O impasse se soma às tentativas, até agora sem sucesso, de Trump de intermediar o fim do conflito iniciado com a invasão russa à Ucrânia em fevereiro de 2022. Um dia antes da ligação, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, já havia classificado a guerra como um "impasse perigoso", reafirmando que Washington continuará buscando uma saída negociada.
Apesar do impasse nas tratativas de paz, a conversa entre os dois presidentes também avançou em pautas econômicas. Trump anunciou que a Rússia concordou em fornecer diesel de forma imediata aos mercados americano e global, numa tentativa de conter os preços de combustíveis antes das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para o mês que vem. Analistas ouvidos pela reportagem, no entanto, se mostram céticos quanto à capacidade de a medida reduzir os preços de forma significativa.