Em entrevista à UOL News, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) rebateu previsões de demissões em massa após o fim da escala 6x1, afirmando que as empresas vão se adaptar, como ocorreu em mudanças anteriores no mercado de trabalho.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) saiu em defesa do fim da escala de trabalho 6x1, aprovada recentemente pelo Senado, e rebateu o discurso de alarmismo vindo de setores empresariais que preveem uma onda de demissões com a mudança.
Em entrevista ao UOL News, Haddad afirmou não acreditar nesse cenário, lembrando que previsões semelhantes já foram feitas em outras ocasiões, como durante discussões sobre reajustes do salário mínimo, e que as empresas historicamente conseguem se adaptar a mudanças na legislação trabalhista. "Eu não acredito nisso por várias razões. Primeiro que as pessoas se adaptam, como aconteceu já várias vezes", disse.
Para o petista, parte da reação contrária parte de um grupo minoritário que se sente prejudicado pela redistribuição de renda em um país marcado pela alta concentração de riqueza. Ele classificou a redução da jornada de trabalho, ao lado da reforma tributária, como um dos principais legados econômicos do governo Lula.
Haddad também destacou que o tema da jornada de trabalho não era revisto desde a Constituição de 1988, e que o avanço da produtividade — inclusive com o uso crescente de inteligência artificial — torna a mudança uma consequência natural do momento atual da economia.
Com informações do Brasil 247.