Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro afirmou que o rígido sistema de segurança de El Salvador seria insuficiente para seu projeto no Brasil. Ele defende criar 500 mil vagas em presídios e a castração química de condenados por crimes sexuais.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, durante o "Grande Encontro do Associativismo", em São Paulo, nesta terça-feira (13), que o modelo de segurança pública adotado em El Salvador seria insuficiente para o que pretende implementar no Brasil caso seja eleito. "Estou achando que El Salvador é pouco", disse, acrescentando que já discute o tema com o deputado Guilherme Derrite.
O regime de exceção adotado pelo presidente salvadorenho Nayib Bukele é frequentemente citado por aliados de Flávio como referência para reduzir homicídios e desarticular o crime organizado, mas é criticado por organismos internacionais de direitos humanos por denúncias de prisões em massa e violações processuais.
No mesmo evento, o senador reafirmou a promessa de criar mais de 500 mil vagas no sistema penitenciário brasileiro e voltou a defender a castração química para condenados por crimes sexuais. Ele não detalhou como pretende viabilizar a ampliação das vagas nem em quais estados.
As propostas fazem parte do pacote "Brasil Sem Medo", apresentado no plano de governo do senador, com doze medidas de segurança pública inspiradas, em parte, na experiência salvadorenha. Boa parte das iniciativas depende de mudanças legislativas ou constitucionais para serem implementadas.