Voltar

Justiça nega ação do MPT que pedia pontos de apoio da Uber para motoristas

Redação · 21/10/2026, 22:20

Compartilhar:
Justiça nega ação do MPT que pedia pontos de apoio da Uber para motoristas

A 64ª Vara do Trabalho de SP rejeitou pedido do Ministério Público do Trabalho para que a Uber oferecesse banheiros, água e áreas de descanso aos motoristas, e afastou indenização de R$ 10 milhões.

A 64ª Vara do Trabalho de São Paulo julgou improcedente, nesta terça-feira (20), uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a Uber. O órgão pedia que a empresa criasse pontos de apoio para motoristas em todo o país, com banheiros, água potável e espaços de descanso e alimentação, além de uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos. Na decisão, a juíza do Trabalho substituta Camila Ascenção Queiroz Freitas entendeu que o processo não tratava de vínculo empregatício, mas de condições de saúde e segurança, e que as normas regulamentadoras sobre o tema não podem ser estendidas por analogia aos motoristas de aplicativo sem previsão legal expressa. A magistrada também considerou que impor a obrigação apenas à Uber poderia criar desequilíbrio frente a outras plataformas concorrentes, e que as diferenças regionais do país dificultam uma solução única e nacional para a questão. Por isso, afastou também o pedido de indenização, por entender que não houve omissão da empresa que justificasse a reparação coletiva. A decisão reconhece que os motoristas de aplicativo precisam de algum tipo de proteção, mas conclui que o caminho pedido pelo MPT não poderia ser imposto à Uber da forma como foi apresentado na ação.

Leia também

Receba o Resumo das 18 todo dia

As principais notícias do dia no seu e-mail, às 18h. Sem spam, e você sai quando quiser.

Comentários

Entre para comentar e reagir aos comentários.

Carregando comentários...