Mísseis russos atingiram Kiev na madrugada desta quinta (22), ferindo 15 pessoas e danificando o metrô da capital ucraniana. Em resposta, a Ucrânia lançou cerca de 630 drones contra Moscou. Os ataques ocorrem mesmo após os EUA tentarem mediar negociações de paz.
A capital ucraniana foi alvo de um novo bombardeio russo nas primeiras horas da madrugada desta quinta-feira (22), horário local. De acordo com autoridades ucranianas, os mísseis atingiram a região da Ponte Sul, sobre o rio Dnipro, danificando parte da infraestrutura do metrô de Kiev e restringindo o tráfego na área. O ataque deixou ao menos 15 pessoas feridas. Na noite anterior, outro bombardeio na cidade já havia ferido seis pessoas.
A escalada não se limitou à capital. Na região de Kharkiv, um ataque russo matou uma mulher e feriu outras quatro pessoas. Já em Kremenchuk, na região de Poltava, um drone atingiu instalações de energia em uma cidade que abriga uma das maiores refinarias de petróleo do país.
Do lado ucraniano, Kiev respondeu com uma ofensiva de drones contra o território russo durante a noite. Segundo o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, cerca de 630 drones foram lançados contra a capital russa, deixando duas pessoas feridas; a maior parte dos aparelhos foi interceptada antes de atingir seus alvos. Em Lípetsk, a cerca de 400 km ao sul de Moscou, drones atingiram prédios residenciais e uma unidade de saúde, ferindo um homem.
A nova onda de ataques ocorre em meio a esforços diplomáticos dos Estados Unidos para encerrar o conflito, hoje com mais de quatro anos. O enviado especial americano, Steve Witkoff, conversou nesta semana separadamente com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com o russo Vladimir Putin, buscando viabilizar uma rodada de negociações trilaterais entre Rússia, Ucrânia e EUA. Zelensky afirmou apoiar a proposta americana e defendeu que o encontro ocorra o mais rápido possível. Já o Kremlin informou que Putin concordou em retomar as negociações de paz mediadas pelos americanos em novembro, mas os bombardeios recíprocos registrados nesta madrugada mostram que a trégua ainda está distante. Informações da Reuters.