A Justiça de SP aceitou o pedido de recuperação extrajudicial da Ri Happy e de outras cinco empresas do grupo, que soma R$ 827,4 milhões em dívidas. A rede tem 90 dias para conquistar apoio da maioria dos credores ao plano.
A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo aceitou, nesta sexta-feira (23), o pedido de recuperação extrajudicial apresentado pela rede de brinquedos Ri Happy. A decisão, da juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, também abrange cinco empresas ligadas ao grupo: PBKids, Partout, News Toys, Brincar e DRH Casa de Festa.
Segundo informações da CNN Brasil, a Ri Happy protocolou o pedido em 18 de outubro para renegociar cerca de R$ 827,4 milhões em dívidas, principalmente créditos quirografários. A juíza autorizou que os processos das seis empresas tramitem de forma conjunta, mas cada uma precisará comprovar isoladamente o apoio da maioria de seus credores ao plano.
O grupo tem 90 dias para reunir essa maioria, e ações e execuções relacionadas às dívidas incluídas no plano ficam suspensas por 180 dias. A Justiça também nomeou um administrador judicial para acompanhar o processo e verificar a adesão dos credores. Depois que a maioria for comprovada, haverá um prazo de 30 dias para que credores discordantes apresentem objeções, antes de o plano ser submetido à aprovação final do juízo.
Controlada pela gestora BluSun Capital Partners, a Ri Happy soma centenas de lojas próprias e franqueadas pelo país. Em nota, a empresa atribuiu as dificuldades financeiras aos efeitos da pandemia, aos juros altos, ao endividamento das famílias, à retração do crédito e à concorrência de plataformas asiáticas de baixo custo, como Shopee e AliExpress. A companhia já havia renegociado R$ 292 milhões em dívidas bancárias em agosto de 2023.